quinta-feira, 13 de março de 2014


Pipoca e piolho


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Desde quando era criança, sempre fui aquelas crianças chatas e metidas a inteligente. Como eu era filho único e só minha mãe não bastava para me aturar, ela me colocou numa escolinha para fazer amizade com gente da minha idade e deixar ela dormir a tarde toda (rs). Minha mae diz que eu me sobressaía dentre as demais e as professoras sempre reclamavam que por eu ser muito ansioso, deixava os outros pestinhas atordoados também. Eu era hiperativo e estava sempre inventando as coisas. Não parava quieto. Isso foi bom pois fiz muitos coleguinhas e sempre fui bem na escola.

Porém quando sai da escolinha particular e fui para o pré-escolar municipal, aí eu senti o drama de ser o mais esperto.
Como eu aprendia fácil, sempre estava na frente dos mais normais. Até que um dia, não me esqueço nunca, a professora chegou no quadro negro e escreveu a palavra PIPOCA.

Eu, sempre espontâneo, "pensei alto" e emendei: PI-PO-CA, em voz alta.

A professora me fuzilou com os olhos e me deu uma bronca, pois não era pra falar ainda. Pois ela ia ensinar os outros.
Eu muito sem graça fiquei quietinho. Ela foi e apagou a palavra. Escreveu novamente PIPOCA e me fuzilou novamente com o olhar.
Eu sabia que era PIPOCA, mas os meus colegas de sala custaram a ler a palavra, que eu já tinha falado antes.
AMADORES, rs.

Outra coisa que me aterrorizava era o dia do piolho. Deus do céu, como eu tinha medo!
Por ser uma escola pública, tinha bastante criança carente e que tinha piolho. Num certo dia decidiram passar um shampoo que era na verdade um remédio que matava os bichinhos, só que a cabeça ficava vermelha e fedia. Era um horror. Eu morria de medo e nunca quis deixar lavar a minha cabeça, até porque eu não tinha, mas é só falar a palavra piolho que me dá coceira. Tipo psicológica.

Se você coçou a sua cabeça, bem vindo ao grupo.

Pedro, pode parar com isso.



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