quarta-feira, 12 de março de 2014


Sobre humildade: A família


Publicado em / /            Comente esse post


Essa tag chamará VIRTUDES e nela vou falar algumas situações que presenciei e decidi associar com alguma virtude que temos. Ou não.

A humildade é uma virtude que todos deviam ter. Mas poucos de fato a tem e quem tem nem sabe o que é.
Eu não sei se sou humilde, mas tento me igular as pessoas o máximo e tento estar no mesmo nível que todos.
Desde criança eu tenho meu coração mole, lembro que eu chorava em ver os cachorros abandonados na rua com aquele olhar triste e não poder fazer nada. Hoje em dia eu sinto o mesmo sentimento, porém não tão intenso como antes; mas sinto. Lembro de que em um domingo ao fim do ano, fui conviver com um grupo de amigos em uma comunidade rural. A convivência era para aquele grupo, mas foi aberto a todos da comunidade também.

O que mais me chamou a atenção foi uma mulher que lá apareceu com um menino e ficaram lá o dia todo conosco. Ficaram em um banco afastado do salão onde ocorria toda a movimentação que faziamos, e o menino, que suponho ser seu filho ia até nós apenas para perguntar sobre o que estava sendo servido e levava o que conseguia até a sua mãe. A todo momento que corria os olhos, os via comendo e conversando entre si bem felizes. Suas roupas não eram da moda, e muito menos pareciam ser novas. Estavam vestidos um pouco melhores do que costumam usar em casa. Para eles, estavam vestidos para uma festa. Nisso tudo, o modo com que os dois estavam me tocou lá no fundo, pois por morarem na comunidade se sentiram diferente de todos nós, apenas ficando lá no cantinho deles. O cuidado da mãe com o filho me apertava o coração, não pelo fato de que eles não se enturmaram, mas que ela estava ali por ele. A sensação que tive era que estavam satisfeitos em estar apenas lá. Senti também como se eles, além de vestirem suas melhores roupas, estivessem revestidos de uma humildade imensa. As pessoas hoje em dia se sentem melhores que as outras apenas por usarem uma camisa de grife ou por estarem dirigindo um carro com vários zeros antes da vírgula. Naquele momento me senti paralisado, onde apenas o que existia era o amor de mãe e a humildade dela, em fazer seu filho feliz naquele dia.

Que me fez lembrar muito de Maria e Jesus. O cuidado dessa mãe em fazer a felicidade do seu filho era enorme, e a humildade dela conseguia superar qualquer outra. Seu filho era o filho de Deus e nem por isso ela quis que isso fosse público e muito menos ficava se gabando desse fato. Ela apenas agradecia por essa dádiva em seu íntimo e fez o que devia: o criou ao meio dos outros. Não foi a toa que Jesus cresceu com uma educação plena e cumpriu a obediência a sua mãe sempre que a mesma o pedia. E nessa história eu sinto que Jesus esteve conosco, em meio a uma mãe humilde e vergonhosa, porém cheia de amor e respeito a seu filho.

Pedro, o que se sente tocado pela simplicidade.



0 comentários:

Postar um comentário

Comente, mantenha esse blog vivo!