domingo, 9 de março de 2014


Tem pobre ligando pra mim!


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Quando eu tinha treze anos e morava num bairro mais afastado da "cidade", ficava muito na rua e vivia entre amigos. A gente tinha uma turminha descolada que não era muito amada pela vizinhança e por outros adolescentes. Como a nossa turma era grande, sempre rolava zueira. Jogavamos bete, faziamos torneios de queimada, iamos pro cinema, jogavamos baralho até o amanhecer, criavamos passos de dança e até faziamos festinhas do bem. Era bom e eu sinto saudade.

Esses dias lembrei de uma maldadezinha que a gente fazia com umas meninas que moravam na nossa rua que não gostavam da gente. E nem a gente delas. Ficamos sabendo que uma delas, a P. estava "ficando" com um garoto na escola e estava apaixonadinha nele. E na casa dela não tinha telefone, porém na nossa rua havia um telefone público (orelhão) e ela usava. Enfim, minha amiga me contou e nas nossas casas tinha telefone, logo a gente decidiu ligar no orelhão se passando pelo tal menino.

O orelhão ficava na porta da casa de um casal de senhores que sempre que tocava o telefone, faziam o favor de chamar as pessoas que moravam ali perto para atender. Não deu outra, eram quase 14h e eu liguei lá e pedi para chamar a P, dizendo que era o Fulaninho. Avisei que era pra chamar e para ela esperar no orelhão que eu voltaria a ligar em seguida. A senhorinha foi lá e chamou a nossa "apaixonada".

Eu e minha amiga ficavamos lá na porta da minha casa olhando a coitada no sol esperando o telefone tocar. Tocou, mas era pra outra pessoa. E ela só na ansiedade de atender o telefonema do amado. E a gente ria e ela nem percebia a maldade. Uma certa hora a mãe da menina foi lá a chamar pra arrumar a casa e ela foi embora. Porém na hora que ela entrou dentro de casa, a gente ligou denovo. HAHAHAHAHAHAHA

A senhorinha foi lá, atendeu e foi chamar a P novamente. A mãe dela deu uns gritos lá e ela voltou correndo para o orelhão.
A gente ficava lá assistindo a menina ao lado do telefone, porém eu tive que ir fazer um favor pra minha mãe e fui pra dentro de casa. Era quase umas 18h quando voltei para rua e vi algo que me deu vontade de rir muito.
A menina estava lá, plantada ao lado do orelhão, esperando a ligação do amado. HAHAHAHA

Eu não fiquei com dó porque ela era chatinha e fazia fofoca da gente. Um troco merecido. Por um lado ela nunca soube que era nós, mas eu queria saber como foi a reação dela quando encontrou o menino que não ligava de volta. HAHA

Mas depois dessa, a gente fez muitas outras vezes. Inclusive com uma vizinha nossa, a D. que também era outra iludida. Só que essa namorava um rapaz de outra cidade, então era comum ele ligar para ela no orelhão. Só que com ela era pior, porque a gente ligava e ela esperava mesmo. Não saía de lá por nada, e nem deixava ninguem usar o telefone com medo de perder a ligação.

Outra maldade relacionada que lembrei, foi que eu e uns amigos moravam perto e bem no começo da rua, e a outra parte da galera morava no fim. E as vezes a gente queria brincar de algo ou conversar, porém morria de preguiça de ir lá chamar eles. E o que a gente fazia? Ligava no orelhão e a senhorinha ia lá chamar as pessoas pra gente. Na hora que eles chegavam pra atender o telefone a gente já fazia o convite. Tinha vez que eles já até sabiam e iam prontos. HAHAHA

Era coisa de aborrecente, Deus perdooa.
Espero que tenham gostado. Até a próxima!

Pedro, o telefonista



1 comentários:

Carolina Bachiega disse...

AUHshusahuashusahu quando eu era pré adolescente, eu fazia isso no orelhão que tinha na frente do prédio que eu morava, a gente passava trote demais! Teve uma vez que a gente ficava ligando no celular do Leandro e do Bruno do KLB, quando alguém atendia a gente desligava kkkkkkk

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