sexta-feira, 18 de abril de 2014


A máquina de escrever


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Sempre fui uma pessoa que busca a independência e tem essa individualidade definida. Fui criado sozinho até os onze anos e só aí que minha irmã nasceu, antes disso eu somente eu. Eu passava a maior parte do tempo brincando sozinho ou com minha mãe. Com dó de mim, minha mãe me colocou numa escola particular, onde haveriam mais crianças e eu poderia interagir com elas.

Eu já era hiperativo, com a escolinha eu fiquei mais ainda. Aprendi a ler e escrever muito rápido e adorava. Sempre fui comunicativo e até me lembro de um rádio gravador que eu tinha e gravava diversas coisas, desde músicas a miados do gato. Sim, eu o apertava para que ele pudesse miar e eu gravar. Depois mostrava as gravações a todos.

Meu interesse por música começou ali. E o de escrever veio muito tempo depois, quando tinha dez anos, precisamente. Uma prima nossa queria se livrar de uma máquina de escrever, que era enorme e pesada. Meu pai não pensou duas vezes e pegou para mim. Levou aquela máquina gigantesca e eu fiquei muito surpreso, pois sabia o que era, mas não que existia daquele tamanho.

Naquela época o computador não era tão popular, então fiquei muito feliz com a máquina. Lembro que eu era muito criativo, escrevia livros a mão e o fazia as ilustrações. As estórias eram diversas, lembro de uma que era sobre uma bruxinha do bem que vira amiga de um humano. E um que ficou lindo e bem feito, foi um gibi do Mortal Kombat. Sim! Era a historinha do jogo com os personagens. Tinha ficado tão legal, uma pena que perdi.

Enfim, com a máquina pensei que poderia escrever muitas coisas. E não deu outra, a máquina se tornou minha nova amiga. Eu escrevia nela o dia todo e a cada dia uma estória diferente. O cheiro da máquina e a tinta me inspirava e eu sempre queria ficar ali, escrevendo. Infelizmente não guardei nada que escrevi, mas eu adoraria saber o que eu escrevia.

Mas as máquinas foram saindo de linha, dando lugar aos computadores e a minha amiga estragou e não tinha conserto. Fiquei triste e queria outra, mas meu pai não quis me dar. Acabou ali a minha diversão. Teria que voltar a ser criança e brincar na rua. De tudo esse meu interesse por escrever se estenderia mais tarde, quando enfim ganhei um computador.

E aqui estou. Porém vou deixar essa história para outro dia, quando for contar como entrei na rede mundial de blogs e me apaixonei totalmente. Essa máquina de escrever da foto não é a que eu tinha, e sim, uma que ganhei de uma tia. Mas ela não funciona, porém eu a adoro e deixo como objeto de decoração, até porque é um pedacinho da minha história.

Abraço.

Pedro, o que se achava escritor.



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