domingo, 15 de junho de 2014


O trem


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As vezes fico pensando aonde estou e que caminho estou seguindo.
Se estou na direção certa ou se me deram informações erradas.
Me perco e quando olho para trás, não vejo nada.
Sinto como se estivesse andando em busca de algo. Mas o que seria esse algo?

Ultimamente sai dos trilhos. O trem que eu chamo de vida resolveu seguir uma linha própria e diferente. Sem destino, esse trem começou a desbravar novos caminhos e inventar uma rota nova. Fiz o caminho, porém sem sucesso. Estava sozinho.

O trem precisava de passageiros, e não pensei duas vezes em abrigar alguns às minhas cabines. Algumas não permaneceram durante muito tempo, pois já haviam uma rota destinada e a minha era constante. Outras ficaram por lá acomodadas, mas eu não senti que elas deviam seguir o meu caminho, pois me dei conta que elas não eram mais do que bagagens.

Decidi tocar meu trem só. Conheci novos lugares e me adaptei a ser um trem diferente. Sem trilhos, sem passageiros.
As rotas que percorri estão na memória. Qualquer dia passo por lá.
As pessoas que acolhi continuam em meu coração. Qualquer dia as encontro.
Continuo controlando meu trem, sem destino. Deixo ele seguir, pois eu não tenho pressa de chegar, até porque eu não sei qual será o meu ponto de chegada.

Pedro, o passageiro da sua própria vida.



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