quarta-feira, 9 de julho de 2014


Sozinho


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Quando estou só, penso em tudo.

Tento sempre ouvir musica com fones de ouvido para poder me distrair e não ser pego pelos pensamentos. Não que eles sejam indecentes, muito pelo contrário, são puros e sensatos até demais. Estão sempre querendo me dar alguma lição de moral ou me cobrindo de razão. Parece a voz da consciência que te dá algumas broncas de vez em quando. Tenho medo de encontrar meus pensamentos, pois eles sabem o quão errado estou e quando estou viajando pelas nuvens.

Esses pensamentos que encontro de vez em quando são filhos da dona Razão que adoram fazer visita mas não se sentem muito acomodados. Até porque eu já adotei todos os filhos da dona Emoção e eles não se bicam. Sim, os filhos da dona Emoção são desordeiros, irresponsáveis e acham que a casa é deles. São difíceis de se lidar e sempre me desobedecem. Quando estão muito quietinhos, pode esperar que lá vem bomba. Aí lá vai eu, arrumar toda a bagunça que eles fizeram. As vezes não consigo, aí é a hora do sofrimento.

Sozinho me vejo frente a frente comigo mesmo. Aonde não tenho para onde correr, não há música que seja minha válvula de escape. É o encontro da razão com a emoção. Diante dessa situação, sempre tomo atitudes drásticas e prometo a mim mesmo não deixar que baguncem a minha casa. E esse tempo de sensatez é o melhor para planejar e agendar. Decidir e cumprir. Ignorar e deixar pra lá.

Apesar de gostar dos filhos da dona Emoção, decidi manter a casa em ordem.
Eles podem até me visitar, mas quero que deixe tudo no seu lugar.

Pedro, o que não quer adotar sentimentos indisciplinados.



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