sábado, 28 de fevereiro de 2015


O JS em minha vida (parte 1)


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Lembro como se fosse ontem o nosso primeiro encontro, ainda nomeado como Anjos da Luz, que se tinham 10 pessoas na sala da faculdade onde era realizado, seria muito. Colocamos as mesas no fundo da sala e fizemos um círculo com as cadeiras, assim podíamos olhar todos e nos conhecer. Fizemos uma animação simples e com apenas um violão. Eram umas músicas conhecidas dos cristãos e umas tinham até umas dancinhas nada a ver. Sem contar a vergonha de dançar na frente daquelas pessoas que nunca tinha visto na vida. Logo depois, rezamos um Pai Nosso e uma Ave Maria, sentamos nas cadeiras e abrimos nossas bíblias (bom, eu não tinha levado, então apenas ouvi). Depois o coordenador do grupo começou a pregar e nos explicar sobre a palavra que ele havia lido. Ouvimos e refletimos e clamamos o Espírito Santo. Lembro que foi um momento de pura elevação, pois não senti que estava ali. De olhos fechados, apenas ouvia as vozes daquelas pessoas que antes eu não conhecia, e mais pareciam vozes de anjos que junto a mim, agradeciam o amor de Deus para conosco.

Foi lindo e inesquecível. Finalizamos o grupo com uma apresentação dos novos integrantes (inclusive eu) e depois nos saudamos com a Paz de Cristo. Conversamos um pouco e não demorou muito e os jovens se despediram de nós e foram embora. Cada um seguiu para seu sábado a noite. Eu, Thiago, Karina, Talita, Maisa e Daniela, os futuros jovens sarados, ficamos ali juntos por mais um tempo e saímos para uma convivência onde só falamos do que tínhamos achado do grupo e do que iríamos fazer para a semana que vem. A vontade de Deus em ter um grupo na Paróquia de Sion estava começando naquele sábado.

Chegar logo o sábado e viver aquela experiência me consumia a semana toda. Não tinha nada de mais, era simples! Era caloroso. Não sei explicar, mas era único. E a cada sábado, o Anjos da Luz deixava de ter esse nome e crescia com o carisma sarado. Aos poucos e com muita dificuldade fomos trazendo nossos amigos pra conhecer o grupo e todo sábado o número crescia devagarzinho. Era ótimo quando tinha pessoas novas e no próximo encontro ela trazia mais pessoas novas. O grupo estava começando a ser uma missão de jovens dispostos a viver de um outro jeito.

Como sou designer gráfico, comecei a me dedicar e criar artes diferentes e chamativas para o nosso grupo. E deu certo! Fazia divulgações que saiam daquela coisa engessada e careta de igreja, e fazia tudo ser jovem e divertido. Por fim, todos estavam se rendendo ao nosso grupo e se encantando pelo novo jeito de ser igreja. Eles viram que dava pra ser jovem e ser de Deus. Os convites irreverentes que criei continuava a bombar nas redes sociais, tanto que chegou um dia que quando vimos, a salinha que usamos já era muito pequena para nosso encontro, e assim mudamos para uma maior, que posteriormente também ficou pequena.

Queríamos viver o novo, e contamos com o apoio de muitos “sarados” de outras cidades e eles nos ajudaram muito no início. O burburinho de um novo grupo na cidade já havia se espalhado e fomos subestimados pelos outros jovens que nos julgavam radicais e extremistas, mas a juventude que estava cansada da vida fácil e de falsas ideologias, estava disposta a viver a santidade de um jeito jovem e independente. Nossos encontros começaram a ser mais intensos a ponto de ter pessoas com manifestações e outras que choravam de arrependimento de suas atitudes que a partir daquele encontro, mudou a vida drasticamente. Havia uma união e não existia títulos e nem cargos. Eram apenas jovens ajudando jovens. De fato, uma missão que Deus nos confiou.

O grupo estava crescendo de tal forma que os jovens estavam com sede de mais e necessitavam de um retiro, que chamamos de “Maranathá”, para seguir em um novo passo: ser servos. O retiro foi pura providência e o padre da nossa paróquia nos deu tudo que precisávamos. Enviamos o oficio pedindo maçã ou banana. Ele comprou três tipos de fruta. Pedimos pó de suco de uva ou laranja, e ele nos deu várias caixas de suco pronto (Del Valle - olá merchã), tanto que os retirantes ficaram surpresos com esse suco. Foi muita bondade e devemos total gratidão ao padre pelo apoio e suporte de sempre.

O “Maranathá” foi lindo. A cada momento, lágrimas de felicidade e a certeza que tudo estava sendo o melhor momento na vida daquelas oitenta pessoas que estavam conosco. Cada momento tivemos o compromisso de deixar uma lembrancinha ou algo para que o “retirante” pudesse sentir-se acolhido. Nosso Pós Maranathá foi um momento de total confiança. Todas pessoas compareceram e fizeram o impossível: lotaram a nossa sala maior. A alegria no rosto de cada um valeu cada momento que deixamos de viver nossa vida, para dedicar a do nosso irmão. Como lembrança do retiro, foi dado de presente aos jovens um cd com todas as músicas que foram cantadas durante o Maranathá e foi o melhor presente que eles ganharam (dito por eles). Até hoje é um dos cds mais tocados e mais “pedidos” à nossa missão, pois a coletânea de músicas é sensacional. Com músicas de Dunga, Eliana Ribeiro, Amor e Adoração, etc fizemos de cada momento no retiro, único e inesquecível na vida de cada um. Seja servo ou apenas retirante.

Tivemos um saldo positivo e todos os que fizeram o maranathá contou a experiência aos amigos e o grupo triplicou de número e cada vez tivemos noção que estava na hora de sair da faculdade e ir pra um lugar maior. Foi quando o padre da paróquia nos cedeu a Igreja e o salão da Igreja para que fizéssemos o nosso grupo nele. E nem preciso dizer que foi a melhor acolhida, né?

Continua no próximo post...

“Uma vida de graça e vitória, é que Deus tem pra te dar. A condição pra você recebe-la é a busca da santidade.”

Pedro, o que ajudou a velejar o barco.



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